quinta-feira, 5 de maio de 2016

Integrantes de Centros de Formação por Alternância ocuparam Secretaria de Educação do Maranhão

Centenas de jovens, agricultores familiares, monitores/professores e dirigentes integrantes das redes UAEFAMA - União das Associações das Escolas Famílias Agrícolas do Maranhão e ARCAFAR - Associação das Casas Familiares Rurais das Regiões Nordeste/Norte ocuparam nesta terça-feira (03) as dependências da Secretaria de Estado de Educação do Maranhão, na capital São Luiz.
Os representantes das EFA - Escolas Família Agrícola, CEFFA - Centros Familiares de Formação por Alternância e CFR - Casas Familiares Rurais do Estado cobram o repasse dos recursos do FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação pelo governo estadual.
A indisposição do governo do Maranhão tem feito com que estes Centros Familiares de Formação por Alternância funcionem de forma precária e os/as educadores/educadores estejam sem receber salários há sete meses. Além disso, falta recursos para manutenção dessas escolas do campo e para garantir a alimentação dos estudantes. Está sendo cobrado também do governo estadual a garantia do transporte escolar.
"Uma escola só funciona se tiver comida. Uma escola só funciona se tiver professor e uma escola só funciona se tiver aluno. Se não tiver isso aí, não tem escola", observa Raimundo dos Santos, presidente da UAEFAMA.
Segundo Antônia das Graças Silva, secretária-geral do Instituto das Casas Familiares Rurais, os problemas vão além e também "falta transporte, porque por ser regime de alternância, nós não temos transporte pelo menos para transportar os alunos, jovens, das casas de seus familiares para o centro formativo. Nós também fazemos visitas de estudo e isso depende de transporte".
Após lideranças do movimento terem participado de reunião nesta quarta-feira (04) com representantes do governo estadual e ter discutido as pautas de reivindicação, constadas em ata, o grupo retornou para suas localidades de origem e permanecem até sexta-feira (06) em virgília, aguardando o depósito de uma parcela atrasada. Se isso não ocorrer, as mobilizações serão retomadas.

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