terça-feira, 17 de maio de 2016

Educadores de Escolas Famílias do AP protestam por salários atrasados

Monitores e funcionários das Escolas Famílias do Amapá que dizem estão desde junho de 2015 sem receber salários. fizeram um protesto nesta terça-feira (17 de maio) durante a abertura do Seminário de Formação de Educadores (as) das Escolas Famílias do Amapá (EFA). O evento será realizado até sexta-feira (20), na Universidade Federal do Amapá (Unifap). 
De acordo com os professores, além dos salários atrasados, é cobrado apoio às escolas localizadas no interior do estado. O manifesto foi feito com a finalidade de chamar a atenção dos futuros profissionais da área agrícola para a luta pelos direitos da classe, segundo a categoria.
A presidente da Rede das Associações das Escolas Famílias do Amapá (Raefap), Conceição Magave, disse que o atraso na assinatura do convênio das EFA com o governo do estado motivou a falta de repasse de recursos para manutenção das escolas e alimentação dos professores e alunos.
“Esse manifesto se deu devido ao atraso do convênio com a Rede das Associações das Escolas Família do Amapá, que está desde agosto de 2015 sem assinatura. Esse convênio contribui com a manutenção das escolas e alimentação dos trabalhadores e alunos. São dez professores por escola. Nós temos 55 profissionais que são contratados da Reafap, que estão desde o ano passado sem receber”, reforçou a presidente.
Bianca Rigamonti, diretora da escola agrícola da comunidade de São Joaquim do Pacuí, único polo de Macapá, disse que o manifesto é uma forma de os professores serem ouvidos. Para ela, o seminário deveria contar com a presença de algum representante do governo, que não teria se apresentado e nem justificado ausência.
“A batalha é grande e é por conta das famílias que as escolas ainda estão funcionando. Se não fosse o amor pela educação no campo, nós não estaríamos mais em sala de aula. Se nós fecharmos as escolas, os alunos vão perder a chance de ter uma educação de qualidade e de se tornarem técnicos agropecuários”, falou a diretora.
O estado possui seis Escolas Famílias distribuídas em cinco municípios: Macapá, Mazagão, Itaubal,Tartarugalzinho e Pedra Branca do Amapari. As EFA existem há mais de 25 anos e se organizaram em rede há 15 anos, com a criação da Raefap, que se apresenta como uma entidade não governamental, com o papel de representar politicamente e assegurar a sustentabilidade institucional, pedagógica e financeira.
Foi divulgado MANIFESTO DAS ESCOLAS FAMILIA DO AMAPÁ PELO DIREITO À EDUCAÇÃO DO CAMPO. Confira a íntegra do manifesto clicando no texto.

Com informações do Portal G1.

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