terça-feira, 22 de setembro de 2015

Representantes da UNEFAB participam do Seminário Dialoga Brasil Agroecológico

Cinco experiências de redes de agroecologia que compõem a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) foram apresentadas durante o Seminário Dialoga Brasil Agroecológico, realizado entre os dias 16 e 18 de setembro, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). As ações regionais dessas organizações articulam centenas de experiências agroecológicas em todo o Brasil. O evento, organizado pela Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), teve como objetivo avançar na elaboração do II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que terá vigência no período 2016-2019. A atividade contou com a participação dos ministros Miguel Rossetto e Patrus Ananias. Participaram representando a UNEFAB, Júlio César Almeida Pacheco, representante da AMEFA - Associação Mineira das Escolas Famílias Agrícolas no conselho deliberativo da UNEFAB, e Antonio Gomes, representante da AGEFA - Associação Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícolas.
Segundo Laudemir Müller, secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, há uma expectativa grande do governo em relação ao segundo Planapo. É uma proposta que vinha sendo trabalhada há algum tempo e precisa ser avaliada de forma participativa, já que organizar a agricultura familiar referenciada na agroecologia é um projeto que o governo quer para o meio rural, acrescentou.
“Temos uma avaliação bastante positiva do que fizemos, e estamos projetando nosso futuro. Precisamos consolidar e alargar as nossas conquistas. Criamos uma institucionalidade para trabalhar a agroecologia de forma organizada. A forma de governança desse plano é fundamental com sua sistemática de trabalho participativa. E reafirmamos o compromisso de lançar o PRONARA (Programa de Redução do Uso de Agrotóxicos) ainda este ano. Precisamos conquistar a sociedade com o tema da agroecologia, através do meio ambiente, da alimentação saudável e a saúde. Superamos a fome, mas temos outros desafios e devemos comunicá-los ao conjunto da sociedade”, concluiu.
De acordo com Irene Cardoso, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e integrante da ANA, as metodologias das políticas precisam estar alinhadas às características dos biomas. É necessário, nesse sentido, um arranjo institucional com autonomia da sociedade civil em parceria com o governo. Ela deu como exemplo a questão da água, cujas experiências da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e suas lições ao Brasil estão em risco com a redução de recursos nos programas das cisternas.
“Nosso plano não pode ser monitorado só a partir das iniciativas que estão no plano, e sim nos territórios e experiências que vêm desde o descobrimento do Brasil. Precisamos de iniciativas que massifiquem a agroecologia na base, e para isso uma estratégia e metodologia que reflita a construção do conhecimento que é refém dos técnicos, cientistas e professores. A pesquisa é importante, mas não é só a Embrapa que produz ciência nesse país. E é preciso que o plano reconheça o protagonismo das mulheres na construção desses planos, de modo a fortalecer suas políticas: sem feminismo não há agroecologia”, afirmou.
Mais, informações, acesse a página da ANA, ABRASCO e Portal Dialoga Brasil.

0 comentários:

Postar um comentário