quarta-feira, 3 de junho de 2015

EFAs de Minas Gerais recebem primeira parcela do repasse do Governo do Estado

As 20 Escolas Famílias Agrícolas (EFAs), formadas por associações de agricultores de cinco regiões do estado receberam a primeira parcela do recurso de apoio enviado pela Secretaria de Educação. A segunda parcela será paga no segundo semestre de 2015, totalizando R$ 6.286.594,65. Este valor é 26% maior que o do ano passado. E serve para auxiliar o pagamento da folha de pessoal, alimentação dos 1.765 estudantes, entre outras despesas. 
O objetivo das EFAs é levar a educação especializada a localidades isoladas no meio rural. Elas são administradas pelas cooperativas familiares dos agricultores e oferecem o ensino fundamental e médio nos mesmos moldes das escolas estaduais. Além disso, inclui na grade curricular atividades relacionadas ao dia a dia no campo, como acompanhamento da safra, plantio sustentável, colheita, uso adequado de agrotóxicos, entre outros temas. Também são oferecidos cursos técnicos agrícolas certificados pelo Ministério da Educação (MEC).
A Zona da Mata é referência na qualificação das EFAs. A região possui sete escolas que atendem 364 alunos. A EFA de Araponga é a única da cidade que possui curso técnico e atende 54 alunos. Para a diretora Maria das Graças Miranda, o apoio do Estado é fundamental para o desenvolvimento da comunidade: “A EFA se resume em educar o homem do campo sem sair do campo. E o mais importante é fazer com que os alunos sintam orgulho de sua formação”, comenta. 
De acordo com o secretário adjunto da SEE, Antônio Carlos Pereira, a importância das EFAs é a adequação da metodologia: “As Escolas Agrícolas são experiências altamente positivas porque adequam o conteúdo à situação de cada região, respeitando a realidade do aluno”.
Para o secretário executivo da Associação Mineira das Escolas Família Agrícola (AMEFA), Idalino dos Santos, todo o processo é baseado na educação regular sem prejuízo dos conteúdos. E vem agregar a aprendizagem à vida em comunidade. “A escola agrícola favorece a aproximação das famílias, a produção e comercialização de seus produtos coletivamente. Sua certificação fomenta investimentos de parceiros nacionais e internacionais”.

* Texto extraído do Jornal do Brasil. Foto: SEE/MG.

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