segunda-feira, 11 de maio de 2015

EFA da Serra Gaúcha enfrenta dificuldades de funcionamento

Com dificuldades para se manter, a Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha (EFASerra) busca apoio financeiro de municípios. Devido às dificuldades de orçamento, a instituição comunitária resolveu restringir atividades para economizar enquanto mantém negociações com quatro prefeituras. A sugestão é que Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves e Ipê ofereçam bolsas de estudo no valor de R$ 700 para cada aluno do município que estuda na EFA.
Outras três prefeituras têm esse tipo de parceria com a instituição. Um quarto convênio se encerrou recentemente e, por restrições legais específicas da administração municipal, não será renovado. O custo por mês de cada aluno é estimado em R$ 2.100. Cada família contribui mensalmente com R$ 200. A escola conta também com cerca de R$ 430 mil destinados pelo Estado por meio de projetos.
Segundo a coordenadora institucional, Fernanda Flores, parte dos valores tem aplicação pré-determinada e, por isso, não podem ser utilizados de acordo com a necessidade da escola. A principal dificuldade encontrada é o pagamento de pessoal. Fernanda explica como esse cenário influencia nas atividades:
— Nosso maior custo é com folha de pagamento de professores e funcionários, 60% do nosso custo é em virtude da folha. Então, a gente acabou restringindo o quadro de pessoal, não disponibiliza todas as disciplinas num primeiro momento, acaba cortando visitas técnicas até no sentido de diminuir esses custos com os profissionais.
Fernanda explica que, além da parceria com os municípios, a Escola Família Agrícola trabalha em outra frente junto ao governo do Estado. A tentativa é pela regulamentação de uma lei que permite a cedência de professores da rede pública para instituições de ensino no campo e abre a possibilidade de que elas tentem obter verbas estaduais.


* Texto com informações do Portal Pioneiro. Foto: EFASERRA/Divulgação.

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