quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

AMEFA e outras Organizações Sociais participam de reunião com Secretária da Educação de Minas Gerais

Em diálogo com diversos movimentos sociais ligados à Educação, a secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, Macaé Evaristo, se encontrou no dia 30 de janeiro com representantes de diferentes organizações para discutir a educação do campo. Entre os movimentos representados estavam a Associação das Escolas Famílias Agrícolas de Minas Gerais (AMEFA), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), o Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação em Minas Gerais (Sind-UTE) e a Comissão Pastoral da Terra-MG (CPT/MG). Educadores também participaram do encontro, inclusive da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Na ocasião, o secretário executivo da AMEFA, Idalino Firmino dos Santos, entregou documento que propõe ampliação de parceria entre a AMEFA e o Estado de Minas Gerais, no apoio às EFAs Mineiras. Idalino que também representava a Rede Mineira da Educação do Campo e faz parte da Comissão Permanente da Educação do Campo espera dar continuidade ao trabalho que foi iniciado há três anos. “Com essa reunião, a sensação é de que se abrem várias perspectivas de diálogo e de implementação das diretrizes operacionais da educação do campo no estado, que foram criadas em 2012. São demandas reprimidas há muito tempo, muitas já deveriam ter saído do papel. Algumas iniciativas já foram tomadas, já temos algumas coisas construídas, mas ainda não implementadas e nosso sonho é que isso aconteça”.

A secretária Macaé Evaristo destacou a importância de abrir esse diálogo e discutir a educação do campo para garantir a equidade no atendimento. “É muito importante trabalhar a construção da perspectiva educacional de uma maneira dialogada com os diferentes sujeitos dessa ação, dessa política pública. Quando a gente fala em educação do campo, estamos falando em uma diversidade de situações. Estamos falando de população ribeirinha, do cerrado, do semiárido. Temos uma diversidade de populações que precisa de um olhar diferenciado. É preciso pensar em uma proposta pedagógica adequada à realidade dessas escolas, mas que garanta a esses estudantes uma educação de qualidade que não o coloque em situação de desigualdade”.
Para os representantes que participaram, esse momento em que a Secretaria se abre para recebê-los é muito importante. “É um momento histórico para todos os movimentos. Entramos aqui sentindo essa Secretaria como dos trabalhadores do campo”, afirma Maria Isabel Antunes Rocha, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo (EduCampo), da Faculdade de Educação da UFMG, que participou da reunião.

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